Atualmente, o plano de flexibilização da atividade econômica no Estado, criado em abril de 2019, abrange três ondas que regulam o funcionamento do comércio nas cidades. Na vermelha, apenas os serviços essenciais são autorizados a abrirem as portas; na amarela, a permissão é ampliada para serviços não essenciais. Já a fase verde libera todas as atividades com alto risco de contágio.

Com a nova medida a ser anunciada nesta quarta, além de somente estabelecimentos essenciais terem a permissão para abertura, a previsão é que ocorra uma limitação de circulação de pessoas nas ruas em determinados horários ou em tempo integral, o que é chamado de lockdown. Cabe ao prefeito de cada município decidir se vai ou não aderir ao programa.

Reunião 

O tema foi discutido, nesta manhã, em reunião entre Romeu Zema e prefeitos de várias cidades. Julvan Lacerda, presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e chefe do Executivo de Moema, no Centro-Oeste, participou do encontro.

“Os números não estão favoráveis. Então, o Estado vai ter que tomar uma ação mais enérgica em algumas regiões porque a capacidade de assistência médica está comprometida. Algumas regiões, inicialmente duas ou três, vão migrar para limitações mais restritivas que a onda vermelha”, informou Lacerda, em entrevista à rádio Itatiaia.

Até o momento, nenhuma região foi indicada oficialmente para a adoção da nova onda. No entanto, a situação de municípios das macrorregiões Triângulo do Norte, Triângulo do Sul, Noroeste, Centro, Leste do Sul, Leste, Nordeste e Norte preocupa. Elas estão na onda vermelha do plano.

Nesta quarta, Minas confirmou 227 óbitos por Covid-19 em 24 horas. O número é o segundo maior já registrado nesse intervalo desde o início da pandemia.