Segundo o cronograma, o governo espera que, a partir de maio de 2021, o Brasil tenha vacinas suficientes para imunizar todos os grupos prioritários. O que não significa que seriam vacinados ainda em maio, pois o processo todo demora mais tempo por causa da distribuição, dos cronogramas para aplicação e também do intervalo necessário para se administrar a 2ª dose.

O quadro do governo fala em 23,3 milhões de doses da CoronaVac em março.

Se todos os contratos forem assinados e as vacinas aprovadas, o governo terá 593 milhões de unidades até janeiro de 2022. Como a vacina da Jannsen precisa de apenas de uma dose, sobrariam 204 milhões caso toda a população (213 milhões) seja vacinada. O número excedente supera a margem de perda de imunizantes (por causa da quebra de frascos, do mau uso ou de armazenamento indevido), calculada pelo Ministério da Saúde, que é de 5%.